PANDEMIA X CASA DE AXÉ

Vivemos um momento que cobra dos religiosos, responsabilidade social e respeito com a vida. E antes de qualquer colocação, não podemos nos pautar e ter como referência outras denominações religiosas, que atuam de forma coletiva em ambientes onde o relacionamento pode ser feito a distância e evitando o contato, ainda mais nas grandes igrejas.


Em nossa comunidade o atendimento é individual, personalizado e a concentração em algumas atividades podem facilitar o contagio, se alguns cuidados não forem adotados. E estes cuidados preventivos, devem ser permanentes, mesmo após a vacinação, pois tem a demora e nem todos serão vacinados ou a eficácia ainda não é de 100% de imunidade.


Diante disto, todas as dúvidas sobre as atividades religiosas durante a pandemia é o distanciamento social, grande preocupação em nossa comunidade. Muitos estão desatentos ou tendo atitudes paliativas que não tem ajudado com os cuidados necessários. Vale que lembrar que em nossa comunidade a grande maioria das principais Lideranças religiosas são do grupo de risco.

 

A ABRATU ajudou o Governo do estado de São Paulo a construir os protocolos de segurança e as recomendações para casas de Axé, que tem servido de referência para todo Brasil. No entanto, recomendamos que mesmo que venha ser liberadas as atividades religiosas, que todas as medidas de higiene e proteção sejam praticadas, a fim de cuidar da saúde de todos e não colocar pessoas em risco.


Em primeiro lugar, deve-se evitar concentração; festas e comemorações devem ser postergadas para o próximo ano. Realize as datas festivas e as homenagens de forma interna, entendendo que o nosso sagrado está atento e são divindades conscientes da caminhada de seus filhos, portanto compreende a forma limitada e restrita da realização de suas atividades neste momento.

Sua preocupação deve ser com os assistidos, visitantes e principalmente quem está visitando a primeira vez sua casa. Nestes casos as pessoas estão trabalhando, estudando e tendo contato com quem você nem tem ideia, impossível avaliar ou confiar, assim sendo, máscara do início ao fim do atendimento e uso do álcool em gel em todos os momentos e contatos que este tiver.


Quando das obrigações ou atividades fechadas, com grupo pré-determinado, faça sua escolha por pessoas (filhos) que você tenha certeza que está tendo cuidado e evitando ter contato aleatório com pessoas. Ainda assim, o uso de máscara e álcool em gel é imprescindível.


No caso de trabalho com entidades, é necessário que você use na hora do atendimento as máscaras de acrílico, para quem estiver sendo atendido, não traga o risco para o médium ou dirigente que irá realizar o atendimento com sua entidade.


Ao longo do atendimento, nos momentos que a entidade colocar a mão no assistido, o Cambono deve se preocupar em passar álcool em gel na mão do médium em trabalho. Não veja tal atitude como excessiva, mas sim preventiva e de segurança para todos. A entidade não irá se importar, pois ela é consciente de sua responsabilidade e compromisso em cuidar de todos.


Estas são algumas das principais, recomendações e cuidados que cada religioso deve adotar em todo Brasil, para evitar a propagação do vírus e ter responsabilidade social. Não podemos dar mal exemplo e descuidar do que é mais valioso para cada pessoa que é a vida.

Qualquer dúvida ou orientação, entre em contato conosco, estamos à disposição.